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Cabinda - Após dois anos de
expectativas sobre o nome do sucessor de D. Paulino Madeca, bispo de
Cabinda, a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) anunciou
oficialmente a nomeação de D. Filomeno Vieira Dias, actual bispo auxiliar
de Luanda.
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Filomeno do Nascimento Vieira Dias
nasceu em Luanda a 18 de Abril de 1958, licenciou-se em Filosofia na
Universidade Gregoriana em Roma e doutorou-se em Teologia na Universidade
Lateranense. Estudou jornalismo no Instituto Católico de Paris e em 30 de
Outubro de 1983 foi ordenado sacerdote.
Em Outubro de 2003 foi nomeado pelo Papa João Paulo II bispo auxiliar de
Luanda com o título episcopal de Fiumepiscense, sendo ordenado em Janeiro
de 2004. Filomeno do Nascimento Vieira Dias é também o vice-reitor da
Universidade Católica de Angola e reitor do Seminário Maior da
Arquidiocese de Luanda.
Segundo apurou o Ibinda.com, Filomeno do Nascimento Vieira Dias será
apresentado amanhã, sábado, durante a missa, como o novo bispo de
Cabinda.
Filomeno do Nascimento Vieira Dias sucede a Paulino Madeca, de 77 anos,
que assumiu funções como o primeiro bispo de Cabinda em 1983.
Para vários observadores, a corrente defendida por Paulino Madeca não
terá um sucessor em Filomeno Vieira Dias, que afirmou à imprensa que a
partida do bispo de Cabinda nada tinha a ver com as posições tomadas pelo
bispo em relação à «Questão de Cabinda». Por diversas vezes, Paulino
Madeca condenara publicamente as acções de Angola no enclave e acusara
recentemente o Governo angolano de o pôr sob escuta.
A decisão agora pública do Vaticano foi desde sempre considerada como
«espinhosa e delicada» dado que qualquer nomeação de um novo bispo
poderia ser sempre interpretada como um acto político e uma tomada de
posição da Santa Sé sobre a «Questão de Cabinda». Até à nomeação de
Filomeno Vieira Dias, várias hipóteses surgiram referentes às supostas
nacionalidades ou origens do novo bispo - português, brasileiro, angolano
ou natural de Cabinda -, tal como se multiplicaram as hipóteses dos nomes
potencialmente candidatos, o que motivou, desde os últimos três anos, uma
gigantesca acção de «lobbying» junto do Vaticano.
A Igreja Católica em Cabinda tem vindo a destacar-se pelas acções de
defesa dos direitos humanos em Cabinda, onde vários religiosos se
manifestaram publicamente contra várias acções praticadas pelas Forças
Armadas Angolanas (FAA) no enclave.
Fotografia: «O Apostolado»
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