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Sucessor de D. Paulino Madeca

Filomeno Vieira Dias é o novo bispo de Cabinda

2005-02-11 18:20:15

Cabinda - Após dois anos de expectativas sobre o nome do sucessor de D. Paulino Madeca, bispo de Cabinda, a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) anunciou oficialmente a nomeação de D. Filomeno Vieira Dias, actual bispo auxiliar de Luanda.

Filomeno do Nascimento Vieira Dias nasceu em Luanda a 18 de Abril de 1958, licenciou-se em Filosofia na Universidade Gregoriana em Roma e doutorou-se em Teologia na Universidade Lateranense. Estudou jornalismo no Instituto Católico de Paris e em 30 de Outubro de 1983 foi ordenado sacerdote.

Em Outubro de 2003 foi nomeado pelo Papa João Paulo II bispo auxiliar de Luanda com o título episcopal de Fiumepiscense, sendo ordenado em Janeiro de 2004. Filomeno do Nascimento Vieira Dias é também o vice-reitor da Universidade Católica de Angola e reitor do Seminário Maior da Arquidiocese de Luanda.

Segundo apurou o Ibinda.com, Filomeno do Nascimento Vieira Dias será apresentado amanhã, sábado, durante a missa, como o novo bispo de Cabinda.

Filomeno do Nascimento Vieira Dias sucede a Paulino Madeca, de 77 anos, que assumiu funções como o primeiro bispo de Cabinda em 1983.

Para vários observadores, a corrente defendida por Paulino Madeca não terá um sucessor em Filomeno Vieira Dias, que afirmou à imprensa que a partida do bispo de Cabinda nada tinha a ver com as posições tomadas pelo bispo em relação à «Questão de Cabinda». Por diversas vezes, Paulino Madeca condenara publicamente as acções de Angola no enclave e acusara recentemente o Governo angolano de o pôr sob escuta.

A decisão agora pública do Vaticano foi desde sempre considerada como «espinhosa e delicada» dado que qualquer nomeação de um novo bispo poderia ser sempre interpretada como um acto político e uma tomada de posição da Santa Sé sobre a «Questão de Cabinda». Até à nomeação de Filomeno Vieira Dias, várias hipóteses surgiram referentes às supostas nacionalidades ou origens do novo bispo - português, brasileiro, angolano ou natural de Cabinda -, tal como se multiplicaram as hipóteses dos nomes potencialmente candidatos, o que motivou, desde os últimos três anos, uma gigantesca acção de «lobbying» junto do Vaticano.

A Igreja Católica em Cabinda tem vindo a destacar-se pelas acções de defesa dos direitos humanos em Cabinda, onde vários religiosos se manifestaram publicamente contra várias acções praticadas pelas Forças Armadas Angolanas (FAA) no enclave.


Fotografia: «O Apostolado»

(c) PNN Portuguese News Network